O trabalho de Casey Bolding pode ser descrito como uma materialização da memória. O uso de gesso e tinta industrial, em conjunto com óleo, acrílico e Flashe, possibilita ao artista a construção de superfícies densamente estratificadas. Estas, por sua vez, são raspadas e retrabalhadas, revelando imagens incrustadas oriundas de mementos, fotografias e referências da história da arte.
Tão pessoais quanto baseadas em processos, as pinturas de Bolding, que retratam paisagens e interiores, são profundamente influenciadas por suas experiências de vida. Desde a infância nas planícies do Colorado, passando pela prática de grafitar prédios abandonados e trens, até as técnicas de finalização falsas aprendidas com seu tio.
Para "Corrente Sanguínea", Bolding criou uma série de obras que descreve como “miragens ou cenas capturadas da perspectiva de alguém flutuando pelo Rio Colorado", desde as Montanhas Rochosas até a fronteira entre México e Califórnia.
A exposição não é apenas uma viagem pelas memórias do artista, mas também uma exploração do processo criativo e da técnica. Cada camada de tinta revela um novo aspecto, uma nova memória, uma nova paisagem, criando uma narrativa visual complexa e fascinante.
Em cada obra, Casey Bolding nos convida a entrar na correnteza de suas memórias e permitir que a maré de cores e texturas nos leve a uma viagem ao longo do Rio Colorado. Uma jornada tão pessoal quanto universal, na qual cada espectador é convidado a buscar suas próprias memórias e refletir sobre elas.